Brasil e Venezuela trabalham para restabelecer importação de energia de Guri para Roraima”

importação de energia

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, realizou uma reunião em Caracas com o ministro do Poder Popular para a Energia Elétrica da Venezuela, Nestor Luis Reverol Torres, para abordar a reinício da importação de energia da usina hidrelétrica de Guri, na Venezuela, para o estado de Roraima. Embora Brasil e Venezuela tivessem um acordo de distribuição até 2019, o Brasil não adquiriu mais energia proveniente da Venezuela desde então.

Representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Operador Nacional do Sistema (ONS) e da empresa responsável pelo setor elétrico na Venezuela formaram um grupo de trabalho com o objetivo de agilizar as negociações e verificar os requisitos e acordos a serem cumpridos. A expectativa é que os testes de carga e transmissão de energia para o Brasil sejam iniciados em novembro.

Alexandre Silveira destacou a importância desta reunião, destacando que a retomada da importação de energia limpa e renovável de Guri para Roraima contribuirá para a segurança energética do Norte do Brasil. Além disso, reduzirá o impacto ambiental e a poluição na região, uma vez que diminuirá a necessidade de termelétricas a óleo diesel, que são mais caras. Espera-se uma economia mensal de R$ 10 milhões para os consumidores brasileiros com a redução do uso de combustíveis fósseis.

O ministro enfatizou que o governo brasileiro busca fortalecer suas relações com os países vizinhos na América Latina, modernizando seu sistema energético e garantindo segurança no abastecimento com tarifas acessíveis.

A retomada da importação de energia da Venezuela foi viabilizada por um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto. Atualmente, o Brasil mantém intercâmbios internacionais de energia elétrica com Argentina e Uruguai, além do Paraguai, por meio da Usina Hidrelétrica Binacional Itaipu.

Roraima é o único estado brasileiro que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e depende de termelétricas a óleo diesel, que são mais caras e poluentes, para gerar energia. Um projeto para interligar o estado ao SIN foi iniciado em agosto, com um investimento de R$ 2,6 bilhões em obras. A expectativa é que Roraima seja integrada ao SIN até julho de 2025.

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