Brasil recebe críticas por atrasar desativação de Usinas a Carvão

Carvão

O relatório divulgado pela organização internacional Global Energy Monitor destaca preocupações sobre a produção de energia elétrica a partir do carvão mineral, evidenciando que a capacidade mundial aumentou 2% em 2023, em vez de registrar o declínio de 6% necessário para cumprir as metas ambientais estabelecidas pelo Acordo de Paris. O Brasil é citado como um dos países que poderia contribuir significativamente para reverter esse cenário, mas tem dado “sinais preocupantes” ao adiar planos de desativação de usinas, estender subsídios ao carvão e manter planos de construção de novas plantas.

Atualmente, o Brasil tem dois projetos de construção de termelétricas a carvão: as térmicas de Nova Seival e de Ouro Negro, localizadas no Rio Grande do Sul. Embora inicialmente planejadas para entrar em operação entre 2026 e 2027, esses projetos não apresentaram progresso em 2023 devido a obstáculos financeiros e legais. Apesar de estarem paralisados, ainda não foram oficialmente cancelados.

O relatório destaca que, até o início de 2024, todas as usinas a carvão no Brasil, exceto duas, tinham alguma data proposta para desativação. No entanto, ainda persistem preocupações devido a adiamentos de datas de desativação anunciadas anteriormente, ameaçando a eliminação gradual da frota de carvão do país.

O documento menciona a continuidade dos incentivos para a usina Jorge Lacerda em Santa Catarina, estendendo sua vida útil operacional até 2040, bem como a possível extensão de contratos de usinas a carvão no Sul até 2050, como aspectos que contribuem para a manutenção do uso do carvão no país.

Apesar de alguns avanços, como a suspensão da produção a carvão e das atividades de mineração associadas no Paraná, ainda há desafios em abordar de forma abrangente a capacidade operacional a carvão na América Latina, especialmente em relação à definição de cronogramas de desativação concretos e publicamente disponíveis.

Veja mais Notícias

Conheça o Azume

Compartilhe esta notícia:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress