Cemig divulga novos critérios para análise de conexão degeração distribuiída

Cemig

Nesta segunda-feira (18/12) a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou novos parâmetros de análise técnica para avaliação de conexões de geração distribuída (GD) para os clientes de baixa tensão (Grupo B) das classes residencial, rural e comercial, com carga de até 50 kW.

De acordo com a Cemig, os novos critérios terão validade imediata e irão possibilitar a ampliação de conexões nesta modalidade, desde que não haja risco para os demais clientes e para o sistema da distribuidora.

Os novos critérios se antecipam às discussões de atualização da regulamentação dispostas na Nota Técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que trata do tema, à luz da Resolução Normativa Aneel nº 1.000 (REN1000), que estabelece as regras de prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica.

De acordo com o diretor da Cemig Distribuição, Marney Tadeu Antunes, a companhia continuará atuando de acordo com a regulação existente, de forma técnica e responsável, garantindo a segurança e a qualidade do fornecimento de energia para a totalidade dos seus clientes:

“É importante destacar que serão mantidas as análises de condições técnicas sobre impactos severos na rede de distribuição, que possam degradar a qualidade do fornecimento ou comprometer a segurança operativa”

O diretor de relações institucionais da Genyx e coordenador estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bruno Catta Preta avaliou a medida como positiva para pequenos projetos, de 1 kWp ou 5 kWp, que tinham pareceres apontando problemas como ‘inversão de fluxo’ ou liberados apenas com a possibilidade de ‘devolver o excedente produzido apenas durante à noite’, e que agora poderão ser retomados”.

“Haverá uma também uma adequação dos pedidos conforme o consumo. A Cemig deverá liberar apenas os pareceres que forem compatíveis com o consumo de cada unidade. Os pedidos com capacidade superior ao consumo poderão ser negados, mas serão seguidos por uma orientação de ajuste. Uma residência que consome em média 400 kWp só terá a instalação liberada se a demanda for de 400 kWp, sem excedentes, por exemplo.”

Mudanças da Cemig

  • Item 1: No caso de solicitação de micro GD local sem inversão de fluxo, a análise se dará conforme a REN1000, sem aplicação do art. 73 da norma.
  • Item 2: Já para as solicitações de micro GD local em unidades consumidoras com faturamento nos últimos 12 meses e indicação de inversão de fluxo, o cliente terá as opções elencadas no §1º do art. 73 da REN1000.

Especialmente em relação à possibilidade de redução da potência injetada, será analisado também o histórico de consumo do cliente dos últimos 12 meses, para liberação da conexão da micro GD local até o limite do seu perfil.

  • Item 3: Os novos critérios abrangem, ainda, o caso de solicitações de micro GD local para novas unidades consumidoras ou unidades com menos de 12 meses de faturamento, com a indicação de inversão de fluxo.

Por se tratar de nova unidade consumidora sem histórico de consumo ou que não tenham o histórico de 12 meses de faturamento, aplica-se o mesmo do disposto no item 2.

Entretanto, a liberação da conexão da micro GD local considerará a média de consumo da classe e o fator de carga com base nos resultados da campanha de medidas do último processo de revisão tarifária.

O objetivo da iniciativa é incentivar a microgeração distribuída local (micro GD local) alinhada ao seu conceito original, ou seja, consumir e gerar energia no mesmo ponto da rede.

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