Criar imagens com IA pode consumir tanta energia quanto carregar o celular

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Segundo estudo realizado pela Universidade Carnegie Mellon, dos Estados Unidos, e a startup franco-americana de IA HuggingFace, criar imagens com inteligência artificial generativa pode consumir tanta energia quanto carregar um smartphone.

O trabalho concluiu que esse tipo de tecnologia requer grandes quantidades de eletricidade, criando uma série de implicações preocupantes para a rede elétrica e para o clima.

“As pessoas pensam que a IA não tem nenhum impacto ambiental, que é uma entidade tecnológica abstrata que vive em uma ‘nuvem’”, disse Sasha Luccioni, investigadora de IA da Hugging Face que liderou a pesquisa, ao Gizmodo. “Mas cada vez que consultamos um modelo de IA, isso acarreta um custo para o planeta, e é importante calcular isso.”

Foram analisadas emissões associadas a 10 tarefas populares de IA, como resposta a perguntas, geração de texto, classificação de imagens, legendas e geração de imagens; que foram realizadas em 88 modelos diferentes. Para cada uma das tarefas, foram executados 1.000 prompts e medidas a energia utilizada com uma ferramenta chamada Code Carbon, que faz os cálculos observando a energia que o computador consome durante a execução.

Segundo o estudo, a geração de imagens é a tarefa baseada em IA que mais consome energia e emite carbono. Os resultados mostram que um gerador de imagem médio fica próximo da marca de 1,35 kWh (por 1.000 inferências). Carregar um smartphone médio, por exemplo,  requer 0,012 kWh de energia.  A geração de 1.000 imagens foi responsável por tanto dióxido de carbono quanto dirigir o equivalente a 6,5 quilômetros em um carro médio movido a gasolina.

A geração de texto, por sua vez, requer menos energia, com uma média de 0,042 kWh por 1.000 inferências. Ademais, usar grandes modelos generativos para criar resultados consumia muito mais energia do que usar modelos menores de IA adaptados para tarefas específicas. Por exemplo, usar um modelo generativo para classificar resenhas de filmes em positivas ou negativas consome cerca de 30 vezes mais energia do que um modelo ajustado criado especificamente para essa tarefa. A explicação é é que eles tentam fazer muitas coisas ao mesmo tempo, como gerar, classificar e resumir texto, em vez de apenas uma tarefa, como a classificação.

A expectativa da pesquisa é que ela encoraje as pessoas a serem mais seletivas sobre quando usar a IA generativa e optem por modelos mais especializados e menos intensivos em carbono, sempre que possível.

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