Desafios no setor: Hidrelétricas precisam desperdiçar energia… entenda.

hidrelétrica

A transformação da matriz elétrica brasileira ao longo das últimas décadas tem sido marcada por uma diversificação significativa das fontes de energia. Enquanto as hidrelétrica dominavam a matriz há 40 anos, representando 90% dela, atualmente sua participação reduziu para 53%, com previsão de queda para 42% nos próximos sete anos, segundo estimativas oficiais.

Essa mudança é impulsionada principalmente pelo aumento dos investimentos em fontes alternativas, como energia eólica e solar, que se tornaram mais acessíveis economicamente. No entanto, as hidrelétricas enfrentam desafios na gestão da energia em um cenário em que outras fontes têm uma participação crescente.

No ano passado, as hidrelétricas chegaram a desperdiçar 16 gigawatts de energia em fevereiro, representando 21% da demanda total do país naquele mês. Isso ocorre devido à falta de capacidade para armazenar em larga escala a energia gerada por fontes intermitentes, como eólica e solar. Como resultado, as hidrelétricas precisam ajustar sua produção de acordo com a variação na geração dessas fontes, o que pode levar a desperdícios em momentos de baixa demanda.

Para lidar com esse desafio, especialistas apontam a necessidade de investimentos em tecnologias de armazenamento de energia, como baterias, e na expansão das linhas de transmissão da hidrelétrica para garantir a integração eficiente das diversas fontes na rede elétrica. Enquanto alguns países, como a China, têm investido em hidrelétricas reversíveis para armazenamento de energia, o Brasil ainda não apresenta planos nesse sentido.

Além disso, a modernização das hidrelétricas existentes é vista como uma alternativa viável, com potencial para aumentar sua capacidade de geração. Estima-se que as hidrelétricas poderiam adicionar cerca de 18,2 GW de potência se forem ampliadas e atualizadas. No entanto, os custos dessas operações permanecem uma incógnita.

Em meio a essas transformações, o setor elétrico brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar a transição para fontes mais limpas, como eólica e solar, enquanto mantém as hidrelétricas como peças fundamentais na matriz energética. Essa busca por um equilíbrio entre diferentes fontes de energia é essencial para garantir a segurança e a sustentabilidade do fornecimento elétrico no país.

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