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ssGolpe: Um suposto modelo de investimento promissor em energia solar acabou se transformando em um pesadelo para dezenas de clientes no Paraná. Um empresário de 45 anos, dono de uma empresa de energia sustentável em Umuarama, está no centro de uma investigação da Polícia Civil (PC-PR), suspeito de ter aplicado um golpe milionário envolvendo vendas fictícias de usinas solares e financiamentos feitos em nome de terceiros sem consentimento.
As fraudes, segundo a polícia, envolvem contratos com valores que ultrapassam R$ 13,5 milhões e já atingiram vítimas em Paranavaí, Maria Helena, Assis Chateaubriand e Marechal Cândido Rondon.
De acordo com o delegado Gabriel Menezes, o empresário oferecia um modelo de negócio no qual os clientes compravam usinas de energia solar com a promessa de retorno fixo mensal — até R$ 8 mil por mês durante 8 anos. Para isso, era necessário assinar um contrato e permitir a análise de crédito, com a promessa de que a empresa assumiria o financiamento das usinas.
Porém, em vez de cumprir o combinado, o empresário realizava empréstimos de grande porte em nome das vítimas, sem o conhecimento delas, repassava os valores para sua própria empresa e nunca instalava as usinas. Com o não pagamento das parcelas, os clientes acabavam negativados e com risco de perder bens como garantia da dívida.
Assim, a apuração começou em 5 de maio, após um agricultor de Maria Helena, de 62 anos, registrar boletim de ocorrência. Ele afirmou ter assinado contrato para aquisição e arrendamento de duas usinas, com promessa de lucro garantido e cobertura do financiamento pela empresa. Dias depois, descobriu um contrato de crédito rural de R$ 1,2 milhão em seu nome, feito junto à Caixa Econômica Federal de Paranavaí — sem autorização e sem nenhuma usina instalada.
Nesta terça-feira (9), a Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca e apreensão na casa do empresário e na sede da empresa, localizada no Parque Residencial da Gávea. Foram apreendidos documentos, o celular do investigado e armas. Apesar de ter porte legal para duas pistolas, o empresário foi autuado em flagrante por posse ilegal de munições, pagou fiança de R$ 2 mil e foi liberado.
Segundo o delegado, a mesma prática foi identificada em outros municípios, todos com o mesmo padrão de golpe:
Paranavaí: R$ 2.760.000,00
Paranavaí (outro caso): R$ 2.240.000,00
Assis Chateaubriand: R$ 1.159.705,00
Assis Chateaubriand (outro caso): R$ 4.071.568,00
Marechal Cândido do Rondon: R$ 2.100.000,00
Todos os financiamentos foram realizados pela Caixa Econômica Federal de Paranavaí, com o empresário centralizando as operações em sua empresa, sem entregar os serviços prometidos.
Além dos casos identificados, a Polícia Civil recebeu um relatório da Polícia Federal de Maringá com denúncias semelhantes feitas por cerca de 80 produtores rurais das regiões de Umuarama, Palotina, Paranavaí, Amaporã e Assis Chateaubriand.
Assim, a orientação da polícia é clara: quem tiver firmado contrato com a empresa investigada e se sentir lesado, deve procurar a delegacia mais próxima para registrar o ocorrido.
As investigações continuam.
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