O Google acaba de dar mais um passo ousado rumo à neutralidade de carbono ao assinar um novo acordo bilionário de energia solar nos Estados Unidos. A big tech vai investir e comprar créditos de energia renovável (RECs) de mais de 600 MW em projetos solares com armazenamento na Carolina do Sul, desenvolvidos pela energyRe — empresa com histórico de grandes projetos de energia limpa. Essa é a segunda colaboração entre as empresas, e juntas já somam mais de 1 GWac de capacidade renovável adicionada à rede.
Assim, a energia será usada para alimentar os gigantescos data centers que sustentam os serviços de nuvem e inteligência artificial do Google. Só no ano passado, a empresa anunciou US$ 20 bilhões em investimentos em energia zero carbono, e, em janeiro, firmou um contrato para mais 700 MW de energia solar em Oklahoma. O objetivo? Zerar as emissões de carbono de todas as operações até 2030.
De olho nesse movimento das big techs, o governo brasileiro quer atrair novos data centers com energia renovável e planeja zerar os impostos federais do setor. A proposta será enviada nas próximas semanas como medida provisória, com validade imediata. Em paralelo, o ministro Fernando Haddad já iniciou diálogos com gigantes do setor nos EUA para mostrar que o Brasil quer ser destino estratégico da infraestrutura digital limpa.
Assim, a corrida global pelos data centers verdes começou. E o sol pode ser o grande diferencial.
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