Horário de verão em 2023: A área técnica do Ministério de Minas e Energia considera que não há justificativa para a reintrodução da medida.

capa notícias (34)

A área técnica do Ministério de Minas e Energia conclui que não há necessidade de reintroduzir o horário de verão em 2023, o qual foi suspenso por decreto em 2019. Contudo, é importante destacar que a decisão final sobre a possível retomada não está sob a responsabilidade do ministério.

Esta avaliação baseia-se na constatação de que as condições dos reservatórios e a disponibilidade de fontes de energia renovável são suficientes para assegurar o abastecimento energético. Além disso, acredita-se que o comportamento de consumo de energia mudou ao longo do tempo, tornando essa medida menos eficaz.

De acordo com informações do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), prevê-se que os níveis dos reservatórios das hidrelétricas encerrem o mês atual com uma marca superior a 70% nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

O ONS destaca que a relevância desses resultados é ampliada pelo fato de que o período tradicionalmente seco está chegando ao fim, o que torna a quantidade de energia armazenada nos reservatórios um indicador ainda mais significativo.

O horário de verão teve sua origem em 1931, durante o governo de Getúlio Vargas, mas só passou a ser adotado regularmente a partir de 1985. Foi criado com o objetivo de aproveitar a luz natural durante o verão, quando os dias são mais longos e as noites são mais curtas, resultando em economia de energia e redução do risco de apagões.

Em 2019, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), o horário de verão foi suspenso. Na época, o governo argumentou que a mudança nos hábitos de consumo de energia e os avanços tecnológicos haviam tornando a mudança de horário obsoleta no contexto do setor elétrico.

Mesmo diante da crise hídrica de 2021, a suspensão do horário de verão permaneceu em vigor. Naquela ocasião, o governo chegou a estudar a possibilidade de retomar a medida e solicitou um parecer do ONS, mas a decisão final manteve a suspensão.

Compartilhe esta notícia:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress