Energia Solar

Mercado livre de energia vale a pena?

Caso você esteja procurando formas de reduzir custos e ter maior controle sobre o fornecimento de energia para sua empresa, o mercado livre de energia pode ser a opção perfeita. Assim como é possível escolher os fornecedores para serviços como internet e telefonia móvel, essa mesma liberdade se aplica à energia elétrica.

Esse modelo de mercado é excelente para empresas que enfrentam contas de luz elevadas e desejam diminuir suas despesas mensais com base em uma análise detalhada dos custos. Se você ainda não está familiarizado com essa alternativa, não se preocupe. Dê uma olhada no artigo que preparamos e esclareça suas dúvidas!

O que é o mercado livre de energia?

O mercado de energia livre se apresenta como uma alternativa sustentável e econômica para a compra de energia, conferindo maior autonomia às empresas. Nesse novo modelo, as organizações têm a liberdade de negociar diferentes aspectos, como fornecedores, preços, quantidades, períodos de fornecimento e métodos de pagamento.

Essa flexibilidade resulta em contratos mais favoráveis, assegurando economia e atendendo às necessidades específicas de cada empresa. Ademais, destaca-se a oportunidade de optar por fontes renováveis e limpas, favorecendo o desenvolvimento econômico e sustentável.

Nesse formato de mercado, os consumidores têm a possibilidade de adquirir energia alternativa através da concessionária local, negociando diretamente com geradores e comercializadores, escolhendo seu fornecedor e contribuindo para um ambiente mais eficiente e responsável.

Como funciona o mercado livre de energia?

O mercado livre de energia funciona da seguinte maneira: o consumidor pode selecionar entre várias fontes de geração, como hidrelétricas, parques eólicos, solares, entre outras. Essa flexibilidade oferece uma maior diversidade e a chance de escolher opções mais sustentáveis, em conformidade com os princípios de responsabilidade ambiental.

Tipos de geração de energia

Com a liberalização do mercado livre de energia, os consumidores têm a liberdade de contratar qualquer tipo de energia incentivada, seja ela especial ou não, além da energia convencional.

A energia incentivada refere-se àquela proveniente de fontes alternativas que promovem e favorecem a diversificação da matriz energética do Brasil. Algumas dessas fontes incluem:

  • energia solar;
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH);
  • energia eólica;
  • energia geotérmica;
  • biomassa;
  • entre outras.

Por outro lado, a energia convencional é gerada por usinas térmicas movidas a gás ou grandes hidrelétricas. Esse tipo de energia não oferece possibilidade de redução nas tarifas do sistema de distribuição.

LEIA MAIS: Fontes de Energia Renováveis e Não renováveis:

Cenário energético do Brasil

É preciso entender que no Brasil existem dois ambientes de contratação de energia: o mercado livre e o mercado cativo (ou regulado).

Vamos começar fazendo uma analogia do mercado cativo: imagine que você tem o costume de comprar uma quantidade específica de um  determinado produto em uma loja de varejo . Mas aí você entra em contato com o fabricante do produto e decide comprar uma quantidade bem maior, a um preço muito abaixo do que você costumava pagar. 

Da mesma forma acontece com as  concessionárias de energia elétrica, elas compram energia no atacado e vendem no varejo, para poder atender aos consumidores que estão no mercado cativo. A compra desta energia é feita por  meio dos grandes leilões de energia. 

Desta forma, os consumidores cativos pagam uma tarifa pela energia consumida durante o mês, somada às demais tarifas reguladas pela Aneel. O grande problema disso é que esses consumidores  ficam restritos à concessionária local e não possuem nenhum poder de negociação.

E essa é a realidade da maioria dos consumidores de energia elétrica no Brasil, como: os setores residenciais e comerciais, as pequenas indústrias e os consumidores rurais.

Agora falando sobre o mercado livre de energia, o consumidor livre negocia com as geradoras de energia no chamado  ambiente de contratação livre. E por meio de contratos entre o cliente e a geradora, se estabelecem  condições como preço, prazo e fornecimento,  que são voltadas para  as necessidades daquele contratante.  

Como é de se esperar, os preços costumam ser mais atrativos no mercado livre de energia, já que a negociação acontece diretamente com a geradora, em um ambiente competitivo.

Novas oportunidades

Neste sentido, existem alguns consumidores que têm a opção de migrar para o mercado livre de energia e ter uma economia maior na conta de luz! No entanto existem algumas particularidades que devem ser cumpridas.

Infelizmente essa possibilidade não contempla todos os consumidores e existem exigências a serem cumpridas.

Até o momento, só podem migrar para o mercado livre de energia clientes do grupo A, quem tem uma demanda contratada de 500 kW, pelo menos. Neste caso, essa alternativa contempla mais os grupos industriais e empresas de médio e grande porte. Entretanto, unidades consumidoras de mesmo CNPJ também podem somar às suas demandas contratadas para atingir os 500 kW mínimos, mas neste caso,cada unidade consumidora deve ter, pelo menos, 30 kW de demanda contratada e deve se tratar de uma mesma atividade econômica.

Boas notícias sobre o mercado livre de energia

Desde o dia 1º de Janeiro de 2024 todos os consumidores do grupo tarifário A, que são aqueles atendidos em média ou alta tensão, acima de 2,3 kV, também terão a possibilidade  de migrar para o ambiente livre de contratação de energia.

Isso foi um marco histórico para o setor de energia elétrica no Brasil! E o próximo passo, que ainda será discutido em consulta pública, é a abertura total do mercado, que permitirá o acesso de todos os consumidores de energia elétrica ao mercado livre de energia.

O que muda?

A tarifa de energia das concessionárias  é composta por duas componentes tarifárias: a tarifa pelo consumo de energia (TE) e a tarifa pelo uso do sistema de distribuição (TUSD).  

LEIA MAIS: Entenda a TUSD: Tarifa de uso dos sistemas elétricos de distribuição

Nas regras aplicadas ao mercado livre de energia, os custos destinados  a parcela da tarifa de energia referente à TUSD, continuarão sendo cobrados ao consumidor livre, afinal a distribuidora de energia elétrica vai continuar sendo responsável pelo transporte e entrega de energia aos consumidores finais.

O que muda é que no mercado cativo o consumidor paga pela TE, e no mercado livre de energia passa a negociá-la diretamente com as grandes usinas geradoras de energia, definindo o quanto pagará pela energia elétrica que consome, e é isso que faz que a tarifa diminuir em mais de 20% em alguns casos, proporcionando uma ótima economia para o consumidor.

Como vocês podem perceber, é bem vantajoso realizar a  migração  para o mercado livre de energia, porém tem alguns detalhes que devem ser muito bem analisados.

Contrapartidas do mercado livre de energia

Caso o consumidor que atenda aos requisitos para migrar para o mercado livre de energia, não tenha conhecimento específico nesta área, o recomendado é que procure um profissional qualificado para auxiliar. 

É muito importante que se realize uma análise de consumo  bem detalhada. Pois a migração para o ambiente de contratação livre sem um estudo técnico prévio, pode trazer muita dor de cabeça e prejuízo para o consumidor. 

E a grande consequência será a falta ou sobra de energia. Na primeira situação, o consumidor precisará recorrer a compra compulsória de energia elétrica, o que costuma  ter custos muito mais elevados. E no segundo caso, o consumidor vai comprar mais energia que o necessário, tendo gastos além do necessário. 

Conclusão

Estamos presenciando uma época de mudanças energéticas no Brasil e no mundo. Novas opções de geração de energia tem surgido e se fortalecendo a cada dia. Cabe a você escolher aquela que melhor te atende analisando o seu consumo e a sua situação atual. 

Sistemas de geração de energia solar fotovoltaica permanecem ainda sendo uma das melhores opções mesmo o mercado livre de energia sendo liberado para o público em geral. Uma vez que você produz sua própria energia e a economia será ainda maior. 

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