Política impede “boom” do setor de energia solar no Brasil

Energia Solar no Brasil

A Energia Solar no Brasil tem grande crescimento devido a privilegiada geografia do país, potencializando a geração. Entretando, a porcentagem de adeptos à energia fotovoltaica ainda é pequena perante o potencial de consumo que teríamos.  Apesar do extenso crescimento, uma grande “trava” ainda tem sido as questões financeiras e políticas do país.

Em uma casa de uma família classe média, de quatro pessoas, o custo para a instalação de painéis de energia solar custaria entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.

Em contrapartida, apenas em 2012, foram cerca de R$ 130,7 bilhões em novos investimentos, que geraram mais de 780,1 mil empregos.

Ao calcular os custos e benefícios da chamada geração distribuída, a economia líquida na conta de luz de todos os brasileiros será de mais de R$ 84,9 bilhões até 2031.

Entretanto, apesar dos números positivos, ainda há potencial para muito mais crescimento da energia solar no Brasil, conforme afirmou Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

“Embora as 3,3 milhões de unidades consumidoras abastecidas com energia solar distribuída sejam motivo de comemoração, há ainda muito espaço para crescer, já que o Brasil possui cerca de 92,4 milhões de unidades consumidoras de energia elétrica no mercado cativo”

Em 2022, um levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que a energia solar é usada por 14% dos pequenos empreendimentos. Ao todo, 74% das micro e pequenas empresas implementaram o controle do consumo de energia.

No entanto, a implementação dessas tecnologias ainda é um desafio e levanta preocupações: Em locais onde há a necessidade de grandes terraplanagens onde serão feitas as “fazendas/usinas” de módulos solares, há o impacto na vegetação e animais que vivem ao redor, podendo haver acidentes. Além de tudo, a produção dos equipamentos para a captação também é um ponto, pois envolve metais que têm grande impacto no meio ambiente e o descarte dos materiais ao fim de sua vida útil.

Custo, questões regulatórias, política e lobby são apenas alguns dos problemas enfrentados pelo Brasil que dificultam que o mercado de energia solar se expanda. 

“Há um lobby muito forte das empresas do setor elétrico que não querem perder mercado.Se você produz sua própria energia, você não compra deles. Quando eles achavam que era pouca coisa, não se incomodavam, agora, se incomodam”, disse o pesquisador da Unicamp Ennio Peres da Silva.

Para o avanço mais acelerado da energia solar fotovoltaica no Brasil, o primeiro ponto mais importante, segundo a Absolar, é a implementação da lei 14.300/2022, o marco legal da geração própria de energia renovável.

Dentre os pontos mais críticos que precisam ser melhorados, ele cita o cálculo dos benefícios para valorar os créditos de energia elétrica; que é a energia excedente que o consumidor pode injetar na rede e virar um crédito para abater no futuro. E a solução de problemas de conexão do sistema fotovoltaicos às redes de distribuição

Distribuidoras alegam uma série de desafios técnicos para conectar aos sistemas, mas não comprovam esses desafios técnicos.

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