Prepare o bolso: a conta de luz dos brasileiros pode ficar ainda mais pesada em 2026. A ANEEL estima um aumento médio de 8% nas tarifas, mais que o dobro da inflação projetada para o período, segundo dados do novo relatório InfoTarifa divulgado nesta semana.
Para se ter ideia, o índice supera com folga as previsões do IPCA (3,9%) e do IGP-M (3,1%), reforçando a pressão crescente sobre o custo da energia no país.
Mas o que está puxando essa alta? De acordo com a Agência, o aumento vem principalmente dos encargos setoriais — com destaque para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) — além dos custos de geração, transmissão e despesas financeiras. Só os componentes financeiros devem responder por cerca de 3,8 pontos percentuais do reajuste.
E tem um detalhe importante: esse número pode ser apenas o começo. Isso porque, historicamente, os reajustes acabam sendo maiores do que o previsto. Em 2025, por exemplo, a projeção inicial era de 3,5%, mas o aumento real praticamente dobrou, chegando a cerca de 7% ao longo do ano.
Por outro lado, existe uma possível “luz no fim do túnel” para parte dos consumidores. A ANEEL estuda usar recursos do UBP (Uso de Bem Público) para reduzir tarifas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Se todos os geradores aderirem à proposta, o valor pode chegar a R$ 7,9 bilhões, permitindo uma redução média de até 10,6% nas contas residenciais nessas regiões.
No cenário nacional, o impacto dessa medida poderia diminuir o reajuste médio em até 2,9%. Ao todo, consumidores de 21 distribuidoras podem ser beneficiados — embora a definição final de como esses recursos serão distribuídos ainda esteja em análise.
Enquanto isso, para a maior parte dos brasileiros, a tendência segue clara: energia mais cara no horizonte.





