O Brasil segue acelerando na geração de energia limpa. Em abril de 2025, a produção de energia solar cresceu 28,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo uma média de 4.100 megawatts (MW), segundo dados do boletim InfoMercado, da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). O avanço consolida a energia fotovoltaica como uma das principais forças no movimento rumo a uma matriz mais sustentável.
Enquanto isso, a geração hídrica sentiu os efeitos das estratégias de preservação dos reservatórios adotadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), com uma queda de 8,2%, totalizando 51.896 MW médios no mês.
Assim, outras fontes também se destacaram:
-
Eólica: alta de 23,1%, com 10.310 MW médios;
-
Térmica: crescimento de 9%, com 7.949 MW médios;
-
Autoprodução: avanço de 21,6%, somando 1.478 MW médios.
Apesar da expansão em algumas fontes, o consumo nacional de energia elétrica caiu 2,2%, alcançando 75.515 MW médios. O mercado cativo teve recuo de 2,8%, enquanto o mercado livre caiu 1,3%.
Assim, na análise por estado, os destaques positivos ficaram com:
-
Maranhão (+15,0%)
-
Pará (+7,7%)
-
Acre (+5,8%)
-
Piauí (+3,7%)
-
Ceará (+3,4%)
Já as maiores quedas foram em:
-
Mato Grosso do Sul (-12,8%)
-
Amapá (-9,9%)
-
Rondônia (-7,3%)
-
Paraná (-6,4%)
-
Mato Grosso (-5,6%)
Entre os setores econômicos, o saneamento cresceu 5%, e a extração de minerais metálicos subiu 13,5%. Por outro lado, o comércio (-12,8%), transportes (-7,9%) e manufaturas diversas (-7,3%) puxaram a retração no consumo.
Assim, a energia solar segue firme como protagonista na transição energética brasileira — e os números mostram que o futuro está cada vez mais solar e renovável.





