A inversão de fluxo deixou de ser um detalhe técnico e virou um dos maiores gargalos para a geração distribuída no Brasil — e uma nova geração de soluções nacionais começa a mudar esse cenário. Com redes elétricas cada vez mais saturadas, milhares de projetos fotovoltaicos passaram a esbarrar em restrições de conexão, obrigando as distribuidoras a exigirem mecanismos capazes de controlar ou limitar a exportação de energia para a rede.
É nesse contexto que fabricantes brasileiros vêm ganhando espaço. Um exemplo recente é o controlador universal apresentado pela SolarView, voltado a aplicações de Grid Zero e ao controle de exportação de potência, desenvolvido para atender aos requisitos técnicos das principais concessionárias do país.
Segundo a empresa, o equipamento já está homologado em projetos aprovados por distribuidoras como Cemig e CPFL. Um dos casos citados é o da Cooperativa Central Gaúcha (CCGL), que enfrentava um longo impasse para aproveitar a energia da própria usina solar e resolveu a situação após a instalação da tecnologia.
Para Roger Santos, diretor de Marketing e Vendas da SolarView, o diferencial está na flexibilidade. “É uma solução universal, robusta e preparada para acompanhar a evolução das exigências regulatórias do setor elétrico”, afirma. A proposta é operar com inversores de diferentes marcas e se adaptar às múltiplas configurações de Grid Zero e limitação de potência exigidas em cada concessionária.
Entre os recursos do controlador estão o comando simultâneo de até quatro inversores, o monitoramento em tempo real, a integração de equipamentos de até dois fabricantes distintos no mesmo sistema, o controle horário e diário da energia exportada e um relé com proteção ANSI 32 integrada, que reúne proteção elétrica e controle em um único dispositivo. Na prática, isso reduz a complexidade dos projetos e amplia as possibilidades de aplicação.
Outro ponto de destaque é a compatibilidade: a fabricante afirma que o produto conversa com mais de 600 modelos de inversores, incluindo marcas como Sungrow, Huawei, Solis, Growatt, SolaX, GoodWe, WEG, Canadian Solar e Deye — o que preserva a liberdade do integrador na escolha dos equipamentos.
A velocidade da malha de controle também é apontada como um trunfo. De acordo com a empresa, o sistema se comunica com os inversores quatro vezes por segundo. “Essa velocidade é fundamental para garantir que os limites de exportação sejam respeitados antes que ocorram atuações de proteção por inversão de fluxo”, explica Santos.
Profissionais que quiserem se aprofundar no tema poderão participar da 7ª Imersão Grid Zero da SolarView, marcada para 17 de julho, no Laboratório de Inovação da PowerSafe, em São Paulo, com demonstrações práticas e estudos de caso.





