Minas Gerais acaba de atingir um marco que reforça seu protagonismo no setor elétrico brasileiro: o estado superou 14,36 GW de potência fiscalizada em energia solar, volume que já ultrapassa a capacidade instalada da Usina de Itaipu, de 14 GW, a maior hidrelétrica da América Latina.
O avanço consolida Minas como uma das principais vitrines da transição energética no país. Atualmente, o estado já conta com uma matriz elétrica formada por mais de 96% de fontes renováveis e, desde 2019, vem ampliando esse destaque com a chegada de R$ 83,1 bilhões em investimentos privados no setor solar, além da criação de 7,7 mil empregos diretos.
Esse desempenho é impulsionado pelo projeto Sol de Minas, iniciativa do Governo do Estado coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), que vem fortalecendo o ambiente para novos negócios e a expansão da geração fotovoltaica.
De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Minas Gerais lidera o país na Geração Centralizada, com 8,66 GW de capacidade instalada. Já na Geração Distribuída, ocupa a segunda posição nacional, com 5,7 GW, atrás apenas de São Paulo.
Com isso, o território mineiro responde hoje por 21,3% de toda a capacidade instalada de energia solar do Brasil. O número impressiona ainda mais quando comparado ao cenário internacional: a potência solar de Minas já supera a capacidade elétrica total de cerca de 170 países, entre eles Hungria (14,3 GW), Nigéria (14,3 GW) e Bulgária (13 GW).
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, o resultado mostra que Minas vem crescendo com responsabilidade ambiental. Para ela, o estado já se compara a muitos países em extensão, população e geração de riquezas, e agora também se destaca por produzir, apenas com energia solar, um volume equivalente ao que diversas nações geram em toda a sua matriz elétrica.
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Investimentos reforçam atratividade de Minas
O ambiente favorável também vem atraindo grandes projetos fotovoltaicos. Um dos exemplos é o da Newave Energia S.A, que inaugurou em 2025 uma usina solar em Arinos, no Noroeste mineiro, com investimento privado de R$ 1,42 bilhão.
Outro destaque foi o início das operações da Usina Fotovoltaica Vale do Aço I, em Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce. O empreendimento, que conta com participação da Multiluz Solar, recebeu apoio de R$ 12 milhões do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
Programa Sol de Minas impulsionou salto histórico
Criado em 2019, o programa Sol de Minas foi decisivo para acelerar o crescimento do setor no estado. Em sete anos, Minas saiu de 518,55 MW de potência instalada para 14.358 MW em 2026, um avanço que evidencia a força da política pública voltada à energia renovável.
Entre as principais ações do programa estão a capacitação de gestores municipais para atrair investimentos, a criação de incentivos fiscais para a geração de energia limpa e a simplificação do licenciamento ambiental para projetos solares.
Em 2025, a iniciativa também lançou o Guia Geral para Municípios sobre Energia Solar Fotovoltaica e Soluções Energéticas, ampliando o suporte técnico às cidades interessadas em fortalecer sua participação no setor.
O resultado desse conjunto de medidas vai além dos números: ele reforça o compromisso mineiro com a sustentabilidade e com metas estabelecidas no Plano Estadual de Ação Climática de Minas Gerais (Plac-MG), além da adesão do estado à campanha global Race to Zero, firmada em 2021.
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