Em meio ao aumento constante da conta de luz, um movimento silencioso — e poderoso — tem ganhado força dentro dos lares brasileiros: as mulheres estão comandando a revolução da economia de energia. Elas não só ajustam a rotina para driblar os custos altos, como também já miram em soluções tecnológicas que prometem transformar o futuro energético das casas.
A pesquisa Futuro da Energia, conduzida pela LUZ em parceria com o instituto Futuros Possíveis, revela que 65% das mulheres já mudaram hábitos de consumo por causa da alta na conta de luz, percentual superior ao dos homens (59%). Entre as estratégias mais adotadas estão desligar aparelhos da tomada (63%) e evitar o uso de equipamentos de alto consumo (52%) — muito acima dos 38% do público masculino.
Mas essa mudança não para no curto prazo. O estudo expõe uma tendência clara: as mulheres querem autonomia energética. Nada menos que 88% defendem ter alternativas à distribuidora atual, 64% planejam adotar dispositivos inteligentes para reduzir gastos nos próximos dois anos e 31% já instalaram ou pretendem instalar energia solar ou outra fonte alternativa.
Segundo Débora Mota, head de Inovação da LUZ, o interesse feminino por tecnologia é evidente — e crescente. “A adoção de soluções como aplicativos de gestão de energia ou sistemas solares só não é maior porque ainda existem barreiras como custo e complexidade de instalação”, explica. Para 63% das entrevistadas, o preço é o principal entrave; para 16%, a instalação ainda assusta. “Quando esses obstáculos caem, as mulheres estão sempre entre as primeiras a adotar novas tecnologias”, reforça Mota.
No ritmo atual, parece que a transição energética dentro de casa tem nome, liderança e direção — e quem está guiando essa mudança são elas.





