O mês de maio marca uma virada inesperada no consumo de energia elétrica no Brasil. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) revisou sua estimativa e agora projeta uma queda de 1,6% na carga do SIN (Sistema Interligado Nacional) — o que representa 77.738 MW médios, contra os 80.542 MW médios previstos no início do mês.
Essa revisão transforma um cenário de crescimento em a primeira retração de carga registrada em 2025. O principal fator? Temperaturas mais amenas que o esperado, que reduziram significativamente o uso de ar-condicionado e sistemas de refrigeração, impactando diretamente a demanda por energia.
Índice
Veja a previsão do ONS por região:
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Sudeste/Centro-Oeste: -4,8% (43.157 MW médios)
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Sul: +0,4% (13.018 MW médios)
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Nordeste: +3,3% (13.471 MW médios)
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Norte: +5,5% (8.092 MW médios)
Assim, mesmo com crescimento em três submercados, a forte queda no Sudeste/Centro-Oeste — principal centro consumidor do país — puxou o índice nacional para baixo.
Chuvas abaixo da média e reservatórios em alerta
Assim, a ENA (Energia Natural Afluente), indicador das chuvas com potencial de geração de energia, segue abaixo da MLT (Média de Longo Termo) em todo o país. O Sul é o mais afetado, com apenas 31% da média histórica.
Veja os demais índices:
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Sudeste/Centro-Oeste: 84% da MLT
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Norte: 68% da MLT
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Nordeste: 45% da MLT
Previsão do ONS de armazenamento até o fim de maio:
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Sudeste/Centro-Oeste: 69,5%
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Nordeste: 73,8%
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Norte: 97,6%
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Sul: 32,6%
CMO sobe em todas as regiões
Assim, com menor disponibilidade hídrica, o CMO (Custo Marginal de Operação) teve nova alta, refletindo as condições de geração mais caras.
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Norte e Nordeste: R$ 268,42/MWh
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Sudeste/Centro-Oeste: R$ 269,66/MWh
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Sul: R$ 325,24/MWh
O cenário reforça a importância da gestão eficiente da matriz elétrica em um momento de incertezas climáticas e variações no consumo.





