Projeto de Lei Propõe Restrições à Energia Solar e ao Mercado Livre de Energia

Restrições à Energia Solar

Prepare-se para uma notícia que pode impactar diretamente a sua conta de luz: Um projeto de lei (PL 4831/2023) foi apresentado na Câmara dos Deputados, e tem o potencial de limitar consideravelmente a expansão da geração distribuída de energia elétrica o que traz restrições à energia solar e restringir o acesso ao Mercado Livre de Energia.

De autoria do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), o projeto visa limitar a inserção da geração distribuída a um máximo de 10% da área de atuação das distribuidoras de energia elétrica. Após atingir esse limite, as concessionárias não seriam mais obrigadas a fornecer pontos de conexão para novos consumidores que desejam adotar sistemas de geração distribuída, como painéis solares em suas residências ou empresas.

Além disso, o projeto propõe limitar o uso do Mercado Livre de Energia a apenas 30% da rede de distribuição. Isso poderia até mesmo impossibilitar a renovação de contratos existentes nesse mercado, trazendo incertezas para muitos consumidores.

A justificativa do deputado para essa proposta é que o crescimento desses setores pode impactar negativamente as concessionárias de serviços públicos de distribuição de energia elétrica. Ele argumenta que, para garantir a sustentabilidade econômico-financeira dessas empresas, é necessário estabelecer limites para evitar sobrecarga e incertezas no fornecimento de energia.

Entretanto, o projeto de lei não esclarece se o limite de 10% se refere à potência instalada na rede de distribuição ou ao número de unidades consumidoras. Essa falta de clareza levanta dúvidas sobre como as restrições afetariam efetivamente os consumidores e a indústria de energia solar.

Associações e entidades do setor de energias renováveis, como o Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL) e o Movimento Solar Livre (MSL), reagiram com surpresa e preocupação a essa proposta. Eles alegam que as medidas são prejudiciais ao desenvolvimento do país, contrariando as expectativas de geração de empregos e renda.

Gustavo Tegon, secretário de energia solar do INEL, enfatiza que o projeto, conforme redigido, poderia limitar empregos, renda e investimentos dos cidadãos em seus próprios sistemas de geração de energia, impactando negativamente a economia.

Hewerton Martins, presidente e fundador do MSL, critica o projeto por retroceder no acesso à energia mais barata para os consumidores e acredita que a proposta favorece as concessionárias de energia em detrimento dos consumidores.

Apesar da preocupação, muitos especialistas acreditam que o projeto de lei enfrentará resistência entre os parlamentares, pois é visto como uma tentativa de criar um monopólio no mercado de energia, indo contra a tendência global de democratização do acesso à energia mais limpa e barata.

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