Subsídio à energia solar sobe 50% e pesa na conta de luz

subsídio à energia solar

O subsídio à energia solar deu um salto expressivo no último ano e voltou ao centro do debate sobre o custo da eletricidade no Brasil. No primeiro semestre de 2026, o valor bancado pelo conjunto dos consumidores para quem gera a própria energia por painéis solares chegou a R$ 210,87 mensais por unidade consumidora — alta de 49,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 140,93, segundo dados da Aneel.

O avanço acende um sinal de alerta no governo. Como os incentivos à geração distribuída são rateados nas contas de luz de todos os brasileiros, o subsídio a uma modalidade usada sobretudo pelas classes média e alta acaba pesando de forma desproporcional sobre os consumidores de menor renda.

Os números ajudam a dimensionar o ritmo. Entre janeiro e junho, os subsídios à geração distribuída somaram R$ 10,15 bilhões — cerca de R$ 1,69 bilhão por mês. Até o dia 6 de julho, 8,02 milhões de unidades consumidoras já eram atendidas por sistemas de geração distribuída, o que explica a média de R$ 210,87 por unidade. Os dados combinam informações do Subsidiômetro da Aneel e do Painel de Geração Distribuída da própria agência.

A expansão dos subsídios acompanha o crescimento acelerado dos painéis solares pelo país, movimento que preocupa o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O órgão vem alertando para cenários de sobreoferta em horários de alta geração e baixo consumo, condição que pode elevar o risco de apagões. Para conter esse desequilíbrio, o ONS criou um plano emergencial que permite reduzir temporariamente a produção de usinas conectadas às redes de distribuição — mecanismo acionado pela primeira vez no feriado de Corpus Christi deste ano.

O descompasso entre adesão e custo é o que mais chama atenção. Em um ano, o número de unidades consumidoras com painéis solares cresceu 17,8% (de 6,81 milhões para 8,02 milhões), enquanto o custo mensal dos subsídios suportado pelo conjunto dos consumidores subiu 76,3% (de R$ 959,6 milhões para R$ 1,69 bilhão) — sinal de que a conta avança bem mais rápido do que a base de beneficiários.

Veja mais Notícias

Conheça o Azume

Compartilhe esta notícia:

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inscreva-se para receber novidades e promoções

© 2023 · E4 Energias Renovaveis© – CNPJ 41.142.800/0001-24 / Azume Tecnologia LTDA - CNPJ 49.305.545/0001-03 - Todos os direitos reservados