Os brasileiros devem se preparar para mais um aumento na conta de luz em 2026. Após um reajuste médio de 16,42% em 2025, segundo o IBGE, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve autorizar um novo aumento tarifário de cerca de 8% no próximo ano, de acordo com estudo da TR Soluções.
O impacto será sentido de forma desigual pelo país: Sul e Sudeste devem registrar as maiores altas, com média de 9,5%, enquanto o Nordeste deve ter o menor reajuste, de 4,4%. Já Centro-Oeste e Norte devem subir 6,7% e 7,6%, respectivamente. E esses valores ainda não incluem impostos nem bandeiras tarifárias, como as vermelhas 1 e 2, que podem agravar o aumento.
A principal causa do reajuste é a Lei nº 15.235/2025, sancionada em 8 de outubro, que amplia os benefícios da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A nova legislação concede gratuidade total para famílias de baixa renda com consumo de até 80 kWh e descontos especiais para beneficiários do BPC, além de comunidades rurais, indígenas e quilombolas.
Essa ampliação, porém, gera um custo extra que será repassado aos demais consumidores, já que a proposta inicial da MP 1.300/2025 — que previa que a energia solar arcasse com parte desse subsídio — foi retirada após pressão do setor e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Caso fosse aprovada, a medida poderia fazer com que proprietários de sistemas solares tivessem de ceder até 70% da energia gerada, afetando diretamente produtores rurais e pequenos empreendedores.
☀️ Energia solar se torna alternativa contra os aumentos
Com o novo reajuste, a procura por sistemas fotovoltaicos tende a crescer ainda mais. Segundo Anderson Oliveira, CEO do Grupo EcoPower Eficiência Energética, a energia solar pode reduzir em até 95% o valor da conta de luz.
“De acordo com a necessidade de cada consumidor, a energia fotovoltaica reduz, já na primeira parcela do financiamento, até 50% do que ele pagava para a distribuidora. E financiamento é finito — quando termina, a economia pode chegar a 95%”, explica Anderson.
Além da economia, o executivo destaca o impacto ambiental positivo da energia solar, que não emite gases de efeito estufa e contribui para a transição energética limpa no Brasil.
“O meio ambiente sofre hoje o que fizemos ontem. Se queremos um amanhã mais sustentável, precisamos agir agora”, reforça.
Com um dos maiores potenciais solares do mundo, o Brasil segue avançando na adoção de sistemas fotovoltaicos — movimento impulsionado não só pela busca por sustentabilidade, mas também pela necessidade de escapar dos reajustes constantes na conta de luz.





