O mundo está em plena corrida para se livrar dos combustíveis fósseis — e a China está liderando essa transformação com folga. No primeiro semestre de 2025, foram adicionados 380 GW de nova capacidade solar no planeta, um aumento de impressionantes 64% em relação ao mesmo período de 2024, segundo relatório da consultoria Ember.
Desse total, 256 GW vieram da China, o equivalente a mais de dois terços da capacidade global e o dobro do que o país havia instalado no mesmo período do ano passado. Com esse avanço, a China reafirma seu domínio absoluto sobre a cadeia solar: da produção de painéis à instalação em escala gigantesca.
Segundo a Ember, esse salto vertiginoso teve como gatilho uma nova regulamentação de subsídios, que entrou em vigor em junho. Ela levou desenvolvedores chineses a anteciparem projetos para garantir incentivos antes do novo marco legal.
“Esses números desafiam a gravidade”, afirmou Nicolas Fulghum, analista sênior da Ember. “O crescimento das instalações solares continua forte, mesmo em um cenário de mercados energéticos voláteis.”
Apesar da liderança incontestável da China, o crescimento da energia solar é um fenômeno global. Veja os destaques do primeiro semestre de 2025:
🌍 Capacidade solar instalada no 1º semestre de 2025:
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China: 256 GW – Dobro de 2024; domina produção e instalação.
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Índia: 24 GW – Segundo maior crescimento do mundo (+8 GW).
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Estados Unidos: 21 GW – Crescimento de 4%, apesar de políticas adversas anteriores.
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Alemanha e Brasil: Pequena retração nas novas instalações.
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Resto do mundo: 65 GW – Crescimento de 22% em relação a 2024.
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África: Importações de painéis chineses subiram 60%, mas falta de dados oficiais limita a análise.
Mesmo com esse protagonismo verde, a China carrega um paradoxo: ainda é o maior poluidor do planeta, responsável por cerca de um terço das emissões globais de CO₂. Ou seja, o país que lidera a energia limpa também é quem mais emite gases de efeito estufa.
Ainda assim, as projeções para o restante de 2025 são otimistas. A Ember aponta que, apesar de uma possível desaceleração momentânea, os novos requisitos de energia limpa para a indústria e as metas mais ambiciosas da Associação Chinesa de Energia Solar Fotovoltaica (CPIA) devem fazer de 2025 um novo ano recorde.





