Entre 2014 e 2023, 43% das falhas nas linhas de transmissão no Brasil foram causadas por eventos de clima extremos. A revelação vem de um estudo recente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e levanta um alerta urgente: a rede elétrica nacional, com seus 188 mil km de extensão, está cada vez mais vulnerável às mudanças no clima.
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Mesmo com crescimento, o risco aumentou.
Assim, só o Sudeste/Centro-Oeste concentra 45% de toda a malha de transmissão, que cresceu 88% desde 2010. Mas esse avanço não blindou o sistema: em 2024, torres caíram por causa de chuvas no Sul; em 2025, uma tempestade no Pará derrubou cinco estruturas da linha de Belo Monte. E essa não foi a primeira vez: tempestades, queimadas, vendavais e secas já causaram cortes de energia em massa em mais de uma década – alguns afetando até o Paraguai.
A rede está em risco, e o clima é só parte do problema.
Além dos eventos extremos, fatores como o envelhecimento da infraestrutura, a falta de redundância e o difícil acesso a regiões remotas tornam a rede ainda mais frágil. A EPE alerta para a urgência de modernizar o sistema: mais monitoramento, estruturas resistentes, marcos regulatórios atualizados e até baterias de armazenamento estão entre as soluções propostas.
Assim,o estudo completo, chamado “Transmissão e Mudanças Climáticas”, faz parte de um plano nacional para reforçar a resiliência do setor elétrico. Afinal, diante de um clima cada vez mais imprevisível, energia segura não pode depender da sorte.






