O que era para ser economia virou indignação. Entenda o protesto que parou a sede da Neoenergia Cosern e o que muda para quem gera a própria energia.
Gerar a própria energia a partir do sol é o sonho da independência financeira para muitos potiguares, mas esse sonho encontrou um obstáculo burocrático nesta sexta-feira (6). Um grupo de usuários de energia solar realizou uma mobilização barulhenta em frente à sede da Neoenergia Cosern, em Natal, cobrando explicações sobre faturas que, segundo eles, não refletem a realidade da sua produção.
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O “Apagão” na Transparência
A insatisfação não é apenas um caso isolado. Os números impressionam:
- 154 reclamações formalizadas no Procon Natal em apenas quatro meses.
- 261 itens irregulares apontados pelos manifestantes em suas faturas, incluindo cálculos mal feitos e cobranças indevidas.
- Dificuldade na compensação: Onde estão os créditos acumulados que deveriam abater o valor final?
Para muitos produtores de Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), especialmente os de menor renda, a conta de luz subiu sem justificativa clara, mesmo com os painéis solares em pleno funcionamento. “O mais prejudicado é o cidadão que investiu para ter uma receita extra e ser independente”, afirmou um dos manifestantes durante o ato organizado pelo SINTERN.
O Outro Lado: O que diz a Concessionária?
A Neoenergia Cosern se defende afirmando que segue rigorosamente o Marco Legal da Micro e Minigeração (Lei 14.300) e as normas da Aneel. A empresa admite, porém, a necessidade de ajustes e prometeu um “plano de ação” para conter a crise de insatisfação.
Canais de Ajuda: O que você deve fazer?
Se você sente que sua economia solar “sumiu” na fatura, a partir da próxima segunda-feira (9), a concessionária prometeu reforçar o atendimento exclusivo para clientes solar nas lojas de Natal, Mossoró e Caicó.





