Fontes de energia elétrica do futuro: Tinta solar

Tinta solar

O Instituto Real de Tecnologia de Melbourne (RMIT), na Austrália, desenvolveram a tinta solar, também conhecida como tinta fotovoltaica, considerada uma das fontes de energia elétrica do futuro.

A tecnologia desse tipo de tinta solar é projetada para capturar a luz solar para convertê-la em eletricidade.

O produto pode ser aplicado sob qualquer tipo de superfície, como paredes, telhados, portões, grandes estruturas, dentre outros. No entanto, essa novidade apresenta-se em fase de teste, e levará alguns anos para que possamos usufruir dessa solução que irá contribuir para evolução tecnológica e sustentável.

A tinta solar funciona a partir da absorção do vapor de água presente no ar, utilizando a energia solar para quebrar as moléculas de água (H2O) em oxigênio (O) e em hidrogênio (H). O hidrogênio então, é utilizado para a produção de energia limpa.

Para alcançar esse resultado, os pesquisadores adicionaram à tinta solar uma substância recém-desenvolvida, o sulfureto de molibdênio sintético. Buscando uma forma similar ao gel de sílica que possui a capacidade de absorver a umidade, esse novo composto conseguiria absorver o vapor de água e ser um semicondutor e catalisador da divisão de átomos da água em oxigênio e hidrogênio.

“Isso significa que a simples adição de uma nova substância pode transformar tijolos de uma parede em fonte de captação e produção de energia”, destaca os cientistas (BACK; CAPPEL; DAENEKE, 2012).

Ela ainda é algumas vezes menos eficiente do que os painéis solares padrão de silício, mas os pesquisadores esperam melhorar isso.

Até aqui, foi mencionado o tipo mais comum de tinta solar, que é conhecido como tinta solar de hidrogênio. Entretanto, existem outros dois tipos que ainda não estão disponíveis no mercado, pois se encontram em fase de pesquisa. 

Um deles é a tinta fotovoltaica, que também pode ser chamada de células solares de ponto quântico. Ela foi elaborada na Universidade de Toronto e é semicondutora em nanoescala, o que torna possível a absorção da luz e sua transformação em energia elétrica. 

O outro tipo é a tinta solar de perovskita, formada por uma substância oriunda de um mineral de óxido de cálcio e titânico. Uma de suas principais características é a sua capacidade de se tornar líquida, o que faz com que seja ideal para a pintura solar. 

Até mesmo o Brasil não perde tempo de investir em pesquisas para a tinta solar: Desde agosto de 2012, a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), no estado de Santa Catarina, já investiu cerca de R$ 1 milhão em estudos. O processo de desenvolvimento da tinta fotovoltaica se deu com um rigoroso processo de discussões de estratégias entre doutores, mestres e engenheiros; diversos estudos de viabilidade, pesquisas, testes em laboratórios e reuniões de resultados com as empresas financiadoras.

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