Mercado Solar Brasileiro Mostra Maturidade e Avanço da Autoprodução no 3º Trimestre de 2025

Mercado Solar

O mercado solar no Brasil segue demonstrando força e estabilidade em 2025. Segundo o mais recente Boletim de Fusões e Aquisições (M&A) da Greener, o país registrou 33 transações no mercado solar até o 3º trimestre deste ano — apenas uma a menos que em 2024. O dado confirma um cenário de maturidade e equilíbrio nas negociações do setor.

A geração centralizada (GC) continua na liderança, respondendo por 42% das operações, com destaque para o modelo de autoprodução, que se consolida como o principal motor do crescimento. Já a geração distribuída (GD) manteve ritmo estável, com sete transações até setembro, praticamente o mesmo número do ano passado.

De acordo com o levantamento, desde 2022 já foram mapeadas 135 operações no setor fotovoltaico, e o volume transacionado cresceu 5% em relação ao trimestre anterior, sinalizando uma retomada gradual após um primeiro semestre mais cauteloso. Entre as empresas da cadeia fotovoltaica, foram contabilizadas 12 aquisições até setembro, reforçando o movimento de consolidação e profissionalização do mercado.

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O destaque do trimestre vai para a Raízen, que realizou um desinvestimento de R$ 600 milhões em portfólios de GD, totalizando 40 usinas solares. No total, a potência negociada em GC chegou a 1,6 GWp, um crescimento expressivo de 68% em relação a 2024, impulsionado pelo fortalecimento dos contratos de autoprodução com grandes consumidores.

O boletim também revela uma aproximação estratégica entre os setores de energia e tecnologia, com aquisições focadas em digitalização e eficiência operacional. Casos como a aquisição da Auren Energia pela Way2, a fusão entre o Grupo Ludfor e a Trifase Energia, e a compra da Unifique pela Holding Sustentys mostram como a integração entre tecnologia e energia está acelerando a inovação no setor.

Entre os destaques regionais, Minas Gerais completou o segundo trimestre consecutivo sem novas transações de GD, enquanto os movimentos de desinvestimento e modernização tecnológica se consolidam como as principais tendências para o mercado solar brasileiro neste fim de ano.

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