Piso que gera energia: Pesquisadores da Escola de Engenharia da UFMG estão desenvolvendo um piso capaz de transformar o simples ato de caminhar em energia elétrica. A iniciativa, coordenada pelo professor Antônio Ávila, será testada nos restaurantes universitários da instituição, onde cada passo dos estudantes vai ajudar a gerar eletricidade.
A tecnologia é baseada no conceito de “colheita de energia” — a captura de pequenas quantidades de energia mecânica gerada por atividades cotidianas. Nesse caso, a pressão das pisadas é convertida em eletricidade por meio de sensores piezoelétricos combinados com estruturas especiais impressas em 3D.
Índice
Como funciona o piso que transforma passos em energia
O diferencial do projeto está na forma como o sensor piezoelétrico é ativado. Ao invés de vibrar, como em modelos convencionais, ele é comprimido diretamente pela pisada, garantindo melhor aproveitamento do movimento. Para isso, os pesquisadores criaram uma metaestrutura que distribui a pressão de maneira uniforme.
✅ Sensores piezoelétricos + metaestruturas 3D;
✅ Cada pisada comprime o sistema e gera energia;
✅ A eletricidade produzida é armazenada em baterias;
✅ Custo baixo: cada pastilha piezoelétrica custa cerca de R$ 1.
Aplicação e potencial
Nos restaurantes universitários, serão instaladas dezenas de sensores piezoelétricos sob o piso. A energia gerada depende da circulação de pessoas e, em um primeiro momento, será usada para reduzir o custo da iluminação dos ambientes.
Segundo Antônio Ávila, o sistema é sustentável, criativo e escalável. Com o avanço do projeto e estratégias de armazenamento em baterias, a energia pode ser redirecionada para outras finalidades dentro da universidade.
“É uma produção pequena, mas que pode crescer com o número de usuários. A ideia é aproveitar cada passo para gerar impacto positivo”, destaca o professor.





